As ferramentas de inteligência artificial estão cada vez mais presentes no cotidiano. Mas usá-las bem exige entender o que elas fazem — e o que elas não fazem.
Desde que o ChatGPT foi lançado em novembro de 2022, a inteligência artificial generativa entrou no cotidiano de milhões de brasileiros. Mas muita gente ainda usa essas ferramentas de forma ineficiente — ou, pior, confia nelas além do que deveria.
O que as IAs fazem bem
Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude são excelentes para: redigir e revisar textos, traduzir conteúdo, resumir documentos longos, explicar conceitos complexos em linguagem simples, gerar ideias e brainstorming, criar código de programação para tarefas comuns.
O que elas fazem mal — e onde você não deve confiar
O problema mais sério é o que os especialistas chamam de "alucinação": a IA gera informações falsas com o mesmo tom confiante que usa para informações verdadeiras. Isso é especialmente perigoso em: informações médicas e jurídicas, dados estatísticos e pesquisas científicas, eventos recentes (as IAs têm data de corte de treinamento), informações sobre pessoas específicas.
"Nunca use IA para tomar decisões médicas ou jurídicas importantes sem consultar um profissional", alerta o médico e pesquisador de tecnologia em saúde Gustavo Mello. "A IA pode dar uma resposta plausível que está completamente errada."
Como usar melhor
Seja específico nos seus pedidos. Em vez de "me explique sobre investimentos", diga "explique o que é Tesouro Direto para alguém que nunca investiu, em linguagem simples, em 5 parágrafos". Quanto mais contexto você der, melhor a resposta.
Sempre verifique informações importantes em fontes primárias. Use a IA como ponto de partida, não como fonte definitiva. E lembre-se: tudo que você digita pode ser usado para treinar modelos futuros — não compartilhe informações sensíveis.